Análise Teclado Redragon Harpe K503

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Teclados de membrana é uma categoria de teclados da qual não faço análises com frequência, mas que têm sua força e apelo. Mesmo que teclados mecânicos tenham se popularizado bastante nos últimos dois anos graças a teclados de baixo custo da China, nem todos precisam ou querem um teclado mecânico.

Teclados de membrana têm suas vantagens, são mais baratos e há opções ABNT2 com preços bem acessíveis. Além disto, enquanto teclados mecânicos silenciosos são raros, teclados de membrana silenciosos são fáceis de achar.

Dentre as marcas do mercado brasileiro, a Redragon vem crescendo bastante graças à qualidade e preços competitivos de seus teclados, tanto no segmento de teclados de membrana quanto em teclados mecânicos.

O Redragon Harpe K503 é um teclado de membrana “gamer” com diversos recortes e uma aparência um tanto genérica. Ele promete satisfazer as principais necessidades de jogadores, tal como uma boa iluminação, seleção de cores para combinar com diferentes setups, anti-ghosting e ABNT2 por um baixo preço. Mas será que ele cumpre tudo isso? Veremos.

Construção Externa

O Redragon Harpe K503 possui um layout bastante simples, a única coisa que realmente o separa de outros teclados em seu visual é a sua iluminação e seus recortes de plástico:

O Redragon Harpe possui bordas estilizadas, as quais agradam parte do público e realmente dão uma aparência interessante ao teclado, mas é importante mencionar que as mesmas acabam também aumentando o tamanho do teclado, o que pode tornar este inadequado para certas mesas.

Há uma espécie de “apoio para pulso” no teclado, mas ele não serve bem à esta função. Apenas a mão direita fica devidamente apoiada por situar-se no meio, enquanto a mão esquerda acaba sem apoio algum.

Aliás, este tipo de design também acaba atrapalhando para utilizar apoios para pulso avulsos, então para quem gosta de utilizar um apoio, ele pode não ser o teclado ideal.

No verso do teclado, há dois minúsculos pés emborrachados e também dois pequenos pés de ajuste de altura, também emborrachados.

Mas, além destes, há buracos de drenagem para que líquidos saiam do teclado caso algo seja derramado nele. É importante lembrar que embora isto possa proteger o teclado em alguns casos, isso não torna ele “resistente” a nada.


Eu emprestei o teclado para minha irmã e ele voltou sem uma das pernas…

Já a qualidade das suas keycaps é ideal para o preço. O material aparenta ser resistente, não mancha facilmente com umidade e uso (diferente de alguns teclados caros) e possuem uma excelente legibilidade graças à fonte utilizada.

É um teclado perfeito para quem precisa de iluminação para ver as teclas no escuro, e a legibilidade é boa até mesmo com a iluminação desligada.

Algo que achei interessante foi o quão macio e silencioso as teclas maiores (Espaço, enter, backspace…) do Harpe são. Ao remover a barra de espaço, foi possível ver a razão:

Há um sistema bem interessante de um estabilizador e duas molas para absorção de impacto na barra de espaço dele, o que explica a razão para a “maciez” e pelo quão pouco barulho ela faz.

Enfim, não se enganem pelos recortes do Redragon Harpe, ele não é um teclado estranho de usar, ele é um teclado simples e bem feito, com materiais de ótima qualidade em suas peças externas, teclas macias (especialmente as teclas maiores) e keycaps de alta qualidade. Para o preço, está de parabéns.

Construção Interna

Diferente de teclados mecânicos, não vale à pena abrir teclados de membrana, alguns possuem rubber-domes (as gomas de borracha) individuais, o que é um inferno para remontar depois, e muitos utilizam conexões por contato ao invés de cabos ou placas conectando suas peças.

Abrir teclados de membrana e separar suas camadas de circuito pode até mesmo inutilizar alguns, então não recomendamos fazer isto (R.I.P. Redragon Yaksa).

Desmontar um teclado de membrana pode ser uma tremenda dor de cabeça dependendo o modelo. Enquanto teclados mecânicos, por mais estranho que pareça, são fáceis de abrir em sua maioria.

Por isso não abriremos teclados de membrana. A única exceção que verão será o CM MasterKeys Lite L (em breve, para explicarmos o sistema “mem-chanical” que a Cooler Master inventou e ver se realmente faz diferença ou se é pura conversa fiada).

Recursos e Extras

A iluminação do Redragon Harpe é bastante simples: 7 cores (vermelho, verde, azul, amarelo, azul-bebê, roxo e branco), 3 níveis de brilho e 1 efeito de iluminação (respiração), apertando FN + a tecla que muda as cores.

Mais do que suficiente para muitos, mas ele não possui software de configuração. Não há como fazer a iluminação reagir a nada, é tudo simples e não há nada errado nisso.

O teclado possui recursos multimídia e outras funções através de sua tecla FN. Destas, a que mais se destaca é “FN + F11“, que trava o teclado, impedindo que quem acesse seu computador utilize ele até que seja pressionada essa combinação novamente. Extremamente útil em impedir que seus amigos postem “Eu sou gay” ou outras bobagens no seu Facebook caso mexam no seu computador.

Logo acima destas, há outras oito teclas adicionais para outras funções, tal como pesquisar, atualizar, retroceder e avançar. Teclas que muitos já se acostumaram usar através de atalhos do teclado ou botões do mouse. Mas o que realmente não é comum em teclados gamer, são as teclas do outro lado: desligar, dormir, acordar e “meu computador”.


Acho legal ter estas teclas, mas se algum dia alguém for tentar pressionar Print Screen na pressa e apertar a tecla errada, esse teclado vai voar na parede.

Os únicos recursos realmente “gamer” do teclado não são tão aparentes. Ele possui a opção de desligar a tecla Windows (FN + Windows), trocar as setas por WASD (FN + W, útil para quem quer jogar no WASD jogos que exigem as setas, e vice-versa) e a função Turbo (FN + Q).

A função Turbo basicamente fica repetindo uma tecla ao segurar ela. Sabem aqueles Quick Time Events chatos? Ao invés de ter que apertar “E” feito um louco, você pode ativar o modo “Turbo” e apenas segurar a tecla, o teclado irá repetir ela para você.

Agora vamos fazer um teste que não faço em teclados mecânicos, que é o teste de anti-ghosting. Enquanto que em teclados mecânicos modernos é obrigatório ter anti-ghosting (se algum dia pegar um que não tenha, boto fogo nele), o mesmo não se aplica a teclados de membrana.

Mesmo que jogadores precisem de anti-ghosting, muitas empresas vendem teclados “gamer” sem esta tecnologia (ex: CM Storm Devastator), então é necessário testar ele e descobrir como ele foi implementado.

Ghosting é o termo que a indústria adotou para o que acontece quando você pressiona diversas teclas e uma (ou mais) destas não respondem. Se por acaso você pressionar A + W + Espaço e uma destas não responder, isso é popularmente conhecido como “ghosting“.

Anti-ghosting são as tecnologias que empresas colocam em teclados para evitar isso. Existem diversas soluções, desde separar as teclas WASD em circuitos individuais (que é o mais barato) até separar o conjunto das principais teclas usadas por jogos.

Então como vamos testar? Pressionando as principais teclas usadas por jogos. Primeiro, jogos de FPS:

Ninguém terá problemas em jogos deste tipo usando o Redragon Harpe. Agora, vamos ver algo um pouco diferente, mas que alguns teclados acabam falhando: emuladores.

Sem problemas até então, mas que tal algo único? Vamos usar outro software e ver se o teclado teria problemas com o Frets on Fire:

Por incrível que pareça, não. É possível pressionar todas as teclas ao mesmo tempo. Agora se com um teclado destes você não é capaz de completar a “Through the Fire and Flames” no Expert, não pode culpar o teclado.

O Harpe possui anti-ghosting nas principais teclas usadas por jogos e não apresentara falhas, salvo se for utilizada alguma combinação estranha, como “7+8+0 do numérico” ao mesmo tempo.

O Redragon Harpe K503 não possui muitos recursos, mas o pouco que ele têm é bem feito e justifica muito bem o seu preço. Uma boa iluminação com escolha de cores, um ótimo anti-ghosting e recursos adicionais interessantes tal como a trava do teclado e o modo Turbo.

Ele pode não possuir macros, software ou iluminação customizável com sincronização com o mouse, mas cumpre todas as funções necessárias de um teclado para jogos e possui um preço acessível. E para muitos, isso já é o ideal.

AVALIAÇÃO:

Construção Externa

Recursos e Extras

Preço

Conclusão

O Redragon Harpe K503 é um excelente teclado e uma boa porta de entrada para quem quer conhecer mais a fundo o ramo de periféricos. E se quiser ficar na porta antes que perca sua carteira, fique à vontade.

Ele atende perfeitamente todas as principais exigências de um teclado gamer de baixo custo: boa iluminação com escolha de coresexcelente legibilidade em suas teclas, anti-ghosting e teclas macias e silenciosas. Ah, e ABNT2! Para muitos, é mais do que o suficiente.

Com o preço de R$ 109, este é um teclado de membrana com um ótimo Custo x Benefício, e coloco ele até mesmo à frente de seus irmãos Redragon Yaksa e Redragon Karura, que também já testei.

Aliás, este teclado possui mais recursos e é superior em qualidade aos populares CM Storm Devastator e CM Storm Octane. Só espero que algum dia a Redragon consiga fazer mouses tão bons quanto seus teclados.

Tratando sobre outro assunto, em breve estaremos testando mais teclados de membrana, temos o CM MasterKeys Lite L aqui, há um Motospeed K70L a caminho e também outros teclados e mouses de baixo custo da China. Não esquecemos de você leitor que quer periféricos bons e baratos.

PRÓS

  • ABNT2

  • Anti-ghosting nas principais teclas utilizadas por jogos

  • Boa construção externa

  • Boa iluminação e com 7 cores diferentes

  • Keycaps de boa qualidade e extremamente legíveis

  • Teclas silenciosas, especialmente as maiores

CONTRAS

  • “Apoio para pulso” poderia ser melhor trabalhado




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