Análise Smartphone Lenovo Moto Z2 Play

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A  Lenovo atualizou sua linha Z Play com pequenos refinamentos sobre o aparelho do ano passado (que foi bem-avaliado por aqui, por sinal). O Moto Z2 Play é um aparelho do segmento “interemediário premium”, um patamar de produtos que tenta entregar uma experiência excelente com os dispositivos porém sem chegar aos preços impeditivos dos smartphones topo de linha. 

Em relação ao modelo do ano passado, temos uma serie de melhorias. Agora ele chega com mais memória, um design mais fino, um processador um pouco mais potente, dois flashs de LED para a câmera frontal e um preço de lançamento mais barato. Para não dizer que só houve avanços, a redução da espessura causou um retrocesso: a bateria agora é um pouco menor que a de seu antecessor.

Desenvolvedor Lenovo Lenovo Samsung ASUS
Distribuidor Lenovo Lenovo Samsung ASUS
Plataformas Smartphone Android Smartphone Android Smartphone Android
Site oficial Link Link Link Link
Preço no lançamento R$ 1.999,00 R$ 2.199,00 R$ 2.299,00 R$ 1.899,90
Preço atualizado R$ 1.749,00 (em 23/06/2017 ) R$ 1.499,90 (em 23/06/2017 ) R$ 1.499,00 (em 23/06/2017 ) R$ 1.585,00 (em 23/06/2017 )
Especificações
Sistema Operacional Android 7.0 Android 6.0 Android 6.0 Android 6.0
Processador Snapdragon 626 Qualcomm Snapdragon 625 Exynos 7880 Qualcomm Snapdragon 625
Número de núcleos 8 8 8
Clock 2.2 GHz 2,0 GHz 1.9 GHz 2.0 GHz
GPU Adreno 506 Adreno 506 Mali-T830MP3 Adreno 506
Memória RAM 4GB 3GB 3GB 3GB
Armazenamento interno 64GB 32GB 32GB 128GB, 32GB, 64GB
Cartão microSD Até 2TB Até 2TB Até 256GB Até 2TB
Portas de conexão USB Tipo-C USB Tipo-C USB Tipo-C USB Tipo-C
Bateria 3000 mAh 3.510 mAh 3600 mAh 5000 mAh
Dimensões 156.2 x 76.2 x 5.99~8.49 mm 156,4 x 76,4 x 6,99 mm 156.8 x 77.6 x 7.9 mm 152 x 75 x 7 mm
Peso 145 g 165 g 157 g 170 g
Recursos
LTE Sim Sim Sim Sim
Tipo de cartão SIM Nano SIM Nano SIM Nano SIM Nano SIM
Número de cartões SIM 2 2 2 2
Bluetooth 4.2 4.1 v4.2 4.1
TV Digital Não Não Sim Não
Leitor de Digital Sim Sim Sim Sim
NFC Sim Sim Sim Não
Radio Sim Sim Sim Sim
GPS Sim Sim Sim Sim
Extras Moto Snaps Suporte a módulos Moto Snaps Display always-on, IP68, Samsung Pay Zen UI
Display
Tamanho 5.5 polegadas 5.5 polegadas 5.7 polegadas 5.5 polegadas
Resolução 1080 x 1920 1080 x 1920 1080 x 1920 1080 x 1920
Tecnologia Super AMOLED Super AMOLED Super AMOLED AMOLED
Proteção Gorilla Glass 3 Corning Gorilla Glass 4 Gorilla Glass Gorilla Glass 5.0
Câmera
Traseira 12 16 16 12 12
Frontal 5 5 16 13
Vídeos 2160p 30 fps 2160p 30 fps 1080p 30 fps 2160p 30 fps

Design e tela
Muito fino, leve e bonito

A primeira impressão que fica ao pegar o Moto Z2 Play são suas medidas: ele é muito fino e leve. Graças aos acabamentos em metal, também passa uma sensação de robustez e um belo visual. Seu design também está bem mais minimalista e limpo, porém um elemento salta (literalmente) aos olhos: a câmera. A lente e a área do sensor está muito protuberante, expondo em excesso a lente e criando essa anomalia no design plano do Moto Z2 Play.

O aparelho está fino, leve e bonito

Isso pode ser facilmente corrigido com o uso dos Snaps, sendo que basta usar um para que o aparelho fique nivelado. Os únicos poréns aqui são que o aparelho deixa de ser tão fino e, como esse ano felizmente a Lenovo optou por aço escovado ao invés do famigerado vidro que utilizou no Z Play original, dá para usar esse aparelho sem nenhum acessório protegendo atrás, mas fica esse “calombo”.

A câmera forma um desnível grande se você não usar um snap

Apesar de fino, esse aparelho tem grandes dimensões, devido a sua tela de 5,5 polegadas. As bordas relativamente grandes nas laterais e na base não ajudam, logo não é a melhor opção para quem quer um aparelho compacto e fácil de ser usado com apenas uma mão.

Outro elemento que tira um pouco da beleza do aparelho é a presença das várias conexões na parte traseira para os Snaps, porém aqui acho que a perda é mais que compensada pela funcionalidade que esse recurso traz. Assim como os demais modelos compatíveis, os Snaps funcionam de forma muito intuitiva e rápida no Z2 Play, e a Lenovo tomou uma excelente decisão ao repetir o padrão de mods que utilizou no Z e Z Play, possibilitando manter e expandir o ecossistema de módulos para os Moto.

Apesar de ter ficado mais fino, felizmente não chegou ao extremo do Moto Z e, para a alegria de muitos, a conexão P2 está ali, intacta. Além dela temos uma porta para dois cartões nano SIM e para um microSD e também um conector USB Tipo-C compatível com carregamento rápido. 

A tela traz a tecnologia AMOLED, o que significa muita saturação e contrastes nas imagens. Como já virou tradicional no meu uso, baixei a saturação das cores um pouco para um uso mais confortável. A definição é FullHD, uma quantidade de pixels satisfatória para uma tela de 5,5 polegadas, atingindo níveis de brilho suficientes para ser visível mesmo em locais muito iluminados.

O botão frontal está com um design mais discreto e bonito, apesar de um pequeno desalinhamento quase imperceptível no modelo que recebemos para testar. Na parte frontal temos poucos elementos poluindo o design, com a presença do flash duplo de LED para a câmera frontal, a câmera em si, um sensor de proximidade e a caixa de som.

Falando no áudio, apesar de não ser estéreo, ao menos está posicionado na frente do aparelho e projetando o som na direção do usuário. A qualidade do áudio é aquela que estamos acostumados a ver nos smarpthones: não espere muita coisa.

Performance
Eficiente e com muita memória disponível

O Moto Z2 Play recebeu algumas melhorias em seus componentes comparado ao Z Play. O Snapdragon 625 dá lugar a seu sucessor, o Snapdragon 626, algo que na essência é o mesmo SoC. A única mudança é o clock: subiu de 2.0GHz para 2.2GHz, e é daí que surgem os prometidos 10% de ganho de desempenho, que ele entrega mas que dá para ver abaixo nos benchmarks que não representa um ganho relevante.

O Z2 Play vem melhor equipado em RAM e armazenamento

Mais do que só o chip principal, o Z2 Play tem avanços nas memórias. Agora o aparelho conta com 4GB de memória RAM e 64GB de armazenamento, patamares excelentes que garantem com que as aplicações rodem de forma fluida e com alternância rápida entre apps sem engasgos. Essa quantidade de armazenamento interno também é respeitável, e garante que você passe um bom tempo antes de se preocupar com coisas como desinstalar apps ou apagar fotos e vídeos.

O hardware é muito eficiente, rodando aplicações de forma ágil e sem travamentos

Quando colocamos na disputa com rivais do mercado brasileiro, temo uma serie de resultados muito semelhantes, o que não é nenhuma surpresa. A maioria dos aparelhos utilizam o Snapdragon 625, que entrega níveis semelhantes de performance. Não testamos o Galaxy A7 (2017), porém o hardware é basicamente o mesmo do Galaxy A5 que está no comparativo.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Single-core

[ Geekbench 4 | Lenovo Moto Z2 Play ] Hardwares Comparados: 4



CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Multi-core

[ Geekbench 4 | Lenovo Moto Z2 Play ] Hardwares Comparados: 4



CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Modo padrão

OBS.:

  • Quanto maior, melhor
  • Resultados em pontos
  • Pontuação definida pelo aplicativo

[ Antutu Benchmark v6.0 | Lenovo Moto Z2 Play ] Hardwares Comparados: 4


Avaliando a performance em jogos, não temos muita evolução comparado ao que havia com o Z Play, o que não é uma surpresa já que a GPU é a mesma Adreno 506. Com esse chip gráfico temos performance suficiente para rodar praticamente todos os jogos disponíveis em smartphones sem grandes problemas de desempenho.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Ice Storm Unlimited

OBS.:

  • Resultados em pontos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MAIOR, melhor

[ 3DMark | Lenovo Moto Z2 Play ] Hardwares Comparados: 4


Em uso prático, o Moto Z2 Play é bastante eficiente em manter múltiplas aplicações abertas e alternando rapidamente entre elas, mérito de sua grande quantidade de memória RAM e um sistema Android sem modificações “ficando no caminho”. Apesar de não entregar os números impressionantes dos SoCs topo de linha, o Snapdragon 626 entrega um nível de desempenho excelente para o uso cotidiano do aparelho, e mesmo algumas aplicações mais pesadas fluem em maiores problemas.

Autonomia
Menos que o Z Play, mas ainda boa

Um dos momentos em que o Z Play mais brilha é na autonomia, então não foi com muita alegria que recebi a notícia que, para ficar mais fino, a quantidade de bateria foi reduzida no Z2 Play.

Na prática isso não é um problema, já que a redução para 3000 mAh o coloca no mesmo patamar que muitos de seus rivais, e considerando a alta eficiência da linha 600 da Qualcomm, ele entrega resultados bastante interessantes:

No uso prático temos aqui um aparelho capaz de segurar com tranquilidade um dia de uso sem preocupações, fechando os dias entre 30 a 50% de bateria restante, variando de acordo com o quanto o uso. É um aparelho que dará trabalho para ser descarregado em um dia, precisando de muito uso de vídeos e games para “te deixar na mão”. 

Colocando o Snap de bateria em ação, consegui estender a autonomia pra quase dois dias de um uso regular com WiFi e 4G sempre ligados, tela em brilho médio e em torno de 4 horas de display ativo por dia, navegando na internet e assistindo alguns vídeos.

O Snap de bateria encaixa bem na parte traseira, mas não curti muito seu tamanho. Ele deixa o aparelho bem maior, matando uma das vantagens do design mais fino do Z2 Play e me fazendo preferir o bom e velho Z Play, que já tinha essa autonomia adicional com um impacto não muito grande no design.

Câmera
Boa, mas fica devendo recursos e vai mal em cenas mais escuras

Boa luz

Pouca luz

Flash

A câmera é o ponto crítico nos meus testes com o Z2 Play. Ela traz um conjunto interessante de recursos, como foco com laser e flash duplo de LEDs tanto na traseira quanto na frontal. Porém, especialmente nas cenas de baixa luminosidade, ela fica atrás de seus concorrentes diretos nesse segmento de preço.

Falta um software mais completo para a câmera

O Z2 Play também segue devendo alguns recursos como estabilização óptica. Esse recurso está ausente em concorrentes como o Galaxy A5/A7, porém já está disponível em outros modelos como o Zenfone 3 / 3 Zoom. Ele faz bastante falta quando estamos em situações mais desafiantes de luz, e onde a exposição da foto é um pouco maior. 

Outro fator negativo é o software. Se por um lado as fabricantes “fuçam” no Android e muitas vezes acabam até incluindo funções que não gostaríamos (e os famosos bloatwares), nas câmeras muitas fabricantes agregam funcionalidades interessantes e implementam refinamentos que acabam fazendo a diferença na qualidade das fotos. A Lenovo/Motorola coloca por padrão o software do Android que fica devendo bastante em termos de capacidades e que mesmo no modo automático não parece fazer o melhor serviço possível com as lentes e o sensor disponível nesse aparelho.

A câmera se sai mal em cenas mais escuras, e estabilização faz falta


Câmera frontal em uma foto com e outra sem flash

A qualidade das fotos é satisfatória, especialmente dadas as condições corretas de luz, porém em geral há uma desvantagem comparando com o que é possível no Zenfone 3 e o Galaxy A5/A7, especialmente quando começamos a usar modos adicionais presentes nesses aparelhos.

Nos vídeos a qualidade acompanha o que vemos nas fotos, com a falta de estabilização óptica fazendo ainda mais falta. Felizmente a estabilização digital faz sua parte e ajuda um pouco, mas melhor não forçar a barra: segure firme o aparelho enquanto estiver filmando, e não recomendo caminhar enquanto grava.

Extras
Android puro, muito responsivo e botão inicial mais completo

Um dos pontos mais elogiados sobre a Lenovo/Motorola é que a empresa não abusa nas modificações dos aparelhos Moto, e o Z2 Play não é exceção. O aparelho traz o Android praticamente inalterado, com algumas poucas adições da empresa, e já chega com a versão 7.0 do Android.

A Motorola tem algumas das melhores adições ao sistema Android, e a empresa implementou todas elas no Moto Z2 Play. O aparelho usa múltiplos sensores para ser muito mais reativo, ligando a tela quando você tira o aparelho do bolso, acena próximo a ele ou o move na mesa, mostrando algumas informações básicas como bateria restante, horas e notificações. Outros gestos muito úteis incluem torcer o pulso para a abrir a câmera e balançar o aparelho para acender o flash e usar como lanterna.

Outra mudança muito bem-vinda foi o maior número de funções disponíveis no sensor de digitais. Além de um design mais sutil e harmonioso com o restante do aparelho, agora o botão do Z2 Play pode realizar ações como travar a tela e também as interações básicas do Android, como o voltar e o botão de multitarefa. Assim com no Zuk 2, ele funciona bem mas eventualmente dá para esquecer para qual lado se deve deslizar, ou um comando que era só um toque pode virar um acidental voltar. Funciona, mas tem espaços sobrando em torno desse botão que poderiam muito bem ser botões dedicados para cada uma dessas funções.

Outro diferencial importante do Moto Z2 Play é o suporte a Snaps. O design modular da Motorola é muito eficiente, e é muito prático ligar módulos com uma câmera melhorada, mais bateria, um sistema de som, um projetor ou até uma simples capa traseira. Apesar de interessante, os módulos acabam atendendo apenas a nichos, logo não são um diferencial importante para todos os consumidores, e também há o problema do custo: muitos desses snaps tem um preço próximo ao de um smartphone mais básico completo.

AVALIAÇÃO:

Design

Câmera

Desempenho

Autonomia

Recursos

Preço

Conclusão

A Motorola/Lenovo fez pequenas melhorias em relação ao Z Play do ano passado, e várias delas foram bem positivas. O Snapdragon 626 não é muito melhor que o 625, mas são avanços sutis sobre um SoC que já é muito bom. A câmera continua com boa qualidade, apesar de derrapar um pouco em cenas menos iluminadas e ainda sentir a falta da estabilização óptica. O incremento nas memórias, tanto RAM quanto armazenamento interno, são bem-vindos. Tudo fica ainda melhor se considerarmos que o aparelho foi lançado por um preço mais em conta que o seu antecessor.

Mas sabemos bem como são preços de lançamento do mundo Android e como eles não correspondem muito com a realidade que vemos nas lojas poucos dias depois do lançamento. Anunciado por R$ 1999, ele já é encontrado por R$ 1.5 mil, valor que o coloca na disputa direta e bem interessante com Zenfone 3 Zoom e Galaxy A5/A7 (2017). Esse preço o coloca também em uma disputa com seu antecessor, o Moto Z Play, que também é encontrado por esse valor. Nessa situação, ele compensa mais graças a sua melhor quantidade de memória, refinamentos no chip da Qualcomm e o acabamento metálico, que definitivamente é melhor que uma traseira em vidro.

Na disputa desse segmento, a sua principal desvantagem é a câmera. Sem estabilização, ela perde frente ao Zenfone, enquanto nas fotos com baixa quantidade de luz temos resultados inferiores quando comparado a rivais como o Galaxy A5, por exemplo. No restante, é um aparelho com excelente performance, boa duração de bateria e que agora conta com um design fino, leve e mais bonito, o que torna esse um dos melhores aparelhos para quem quer uma boa relação entre custo e benefício em um bom aparelho Android sem modificações no sistema e que conta com o diferencial da modularidade através dos Snaps.

PRÓS

  • Fino e leve

  • Boa performance

  • Tela com boa qualidade

  • Moto Snaps

  • Boa autonomia

  • Funções adicionais da Motorola

CONTRAS

  • Menos autonomia que seu antecessor

  • Câmera com poucos recursos e sem estabilização

  • Fotos ruins em cenas menos iluminadas


 



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