Análise Razer DeathAdder Elite – Adrenaline

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Razer, a marca mais popular e líder de mercado quando se trata de periféricos para jogos.

Não seria exagero falar que a linha DeathAdder é de longe a linha de produtos mais importante que a marca possui. Além de serem mouses extremamente populares, para a indústria são mouses que sempre trouxeram sensores que definiram o “melhor do mercado” em cada nova versão, tal como o AVAGO S3688 (DA 3G), S3888 (DA 3.5G) e S3988 (DA 2013).

Gostem da Razer ou não, é impossível negar a influência que tanto a marca quanto este mouse possuem no mercado.

Mas e quanto ao Razer DeathAdder Elite?

O que ele traz de novo? Como ele se compara a concorrentes? E vale seu preço? É o que veremos a seguir.

Ergonomia e Construção Externa

É importante lembrar que existem formas que usuários podem manusear seus mouses, estas que chamamos de pegadas. As três principais são:

O Razer DeathAdder Elite pesa 98 gramas (sem o cabo), é idêntico em ergonomia a seus antecessores e é extremamente adequado para quem utiliza a pegada Palm:

Ele também pode ser utilizado sem problema algum por usuários da pegada Claw:

E a pegada Fingertip também é utilizável, especialmente por quem possui mãos grandes, embora parte dos usuários desta pegada (autor incluso) prefiram mouses menores e mais leves:

Assim como diversos outros mouses do mercado, o Razer DeathAdder Elite abandonou o acabamento emborrachado de alguns de seus antecessores em prol de um acabamento fosco em plástico de alta qualidade, o que acaba dando a ele uma maior longevidade, pois o acabamento emborrachado de mouses como o Razer DeathAdder 3.5G tendia a desgastar após alguns anos de uso e a borracha ficava grudada na pele do usuário, o que não é agradável.

Embora isto faça parecer que o mouse proporcione menos aderência à mão do usuário do que seus antecessores, os grips laterais emborrachados proporcionam a aderência adequada:

A maior diferença em comparação com seus antecessores é que agora há botões dedicados para troca de DPI, tornando o visual do DeathAdder um pouco similar ao do Mamba.

Outra diferença está embaixo do mouse, ao invés de termos pés similares ao antigo Razer DeathAdder 3.5G, há novos pés, maiores e também há um anel ao redor do sensor, garantindo ao Razer DeathAdder Elite um excelente deslize, superior a seus antecessores.

O Razer DeathAdder Elite utiliza um cabo em nylon. Embora em outras análises já cheguei ao ponto de criticar a falta de flexibilidade do cabo de nylon de certos mouses, não é o caso do DA Elite. O cabo do Razer DeathAdder Elite é altamente flexível, leve e proporciona maior segurança que cabos de borracha. Sinceramente, a Razer está atualmente fazendo alguns dos melhores cabos do mercado.

O Razer DeathAdder Elite pode parecer simples à primeira instância em sua construção externa, mas na verdade tudo fora bem planejado e apenas materiais de excelente qualidade foram usados em sua construção. Um plástico de alta qualidade, teflons de excelente qualidade e melhores que seus antecessores, possivelmente o melhor cabo de nylon do mercado, além de sua ergonomia tão consagrada, fazem o DeathAdder Elite gabaritar este segmento da análise.

Construção Interna

Construção Interna é a principal responsável pela durabilidade de um mouse. Se forem utilizados componentes de alta qualidade, as chances de ocorrerem problemas com o tempo serão baixas. Se o mouse utilizar componentes de baixa qualidade, conectores internos e/ou soldas mal feitas, ele pode acabar sendo uma bomba relógio.

Normalmente, nós abrimos os mouses que são analisados, mas devido ao preço e ao fato deste ser um mouse emprestado, estaremos utilizando as imagens postadas na Internet pelo usuário dakuzo do fórum Overclock.net:


Créditos da imagem para dakuzo do fórum Overclock.net

O Razer DeathAdder Elite é um pouco melhor do que seus antecessores DA 2013 e DA Chroma, e curiosamente volta a utilizar componentes do DA 3.5G, tal como o codificador da TTC (Trantek) ao invés do codificador Kailh, uma troca muito bem-vinda.

A grande novidade do DA Elite, são os switches OMRON 50M, garantindo supostamente 50 milhões de cliques:

A princípio, eles parecem um pouco mais firmes do que os switches anteriores e possuem uma excelente resposta, mas não posso garantir se há alguma real melhora em termos de durabilidade. Vale lembrar que quando os switches OMRON 10M e OMRON 20M foram lançados, estes números serviram apenas para marketing, pois não afetam em nada a ocorrência do problema de “Double-Click”, que sempre foi o maior problema de todos.

Quanto aos outros botões, há componentes de qualidade inferior nos botões laterais e superiores, o que é aceitável por serem botões menos utilizados, mas talvez não seja o correto para um mouse tão caro, especialmente quando alguns concorrentes também utilizam o melhor disponível nestes botões.


Créditos da imagem para dakuzo do fórum Overclock.net

Enfim, a construção interna do Razer DeathAdder Elite é bem-feita, são usados componentes de alta qualidade onde necessários e componentes inferiores em botões pouco usados para diminuir o custo de produção, o que é estranho para um mouse tão caro, mas nada que comprometa a qualidade dele.

Desempenho

Embora o exagero do marketing da Razer, a criação de termos vazios apenas para marketing (ex: “sensor 4G”) e o uso de sensores laser de baixa qualidade feitos pela Philips em alguns mouses me façam embrulhar o estômago, em nenhum outro mouse da Razer há tanto esforço em trazer o melhor do mercado do que há nos DeathAdders.

Assim como seus antecessores, o Razer DeathAdder Elite novamente traz um sensor atualmente exclusivo e que realmente é o melhor do mercado: o Pixart PMW 3389.


Créditos da imagem para
dakuzo do fórum Overclock.net

O Pixart PMW 3398 é supostamente uma evolução do Pixart PMW 3366 (usado pela Logitech) e atualmente é o sensor ótico com maior quantia de DPI do mercado, 16.000 DPIs. Mas fora essa DPI que ninguém vai usar, o que muda?

Antes de explicar isso, vamos esclarecer algo:

quase nenhum sensor fica bom na DPI máxima ou próximo dela

Vamos pegar o Steelseries Rival 300 e seu sensor Pixart PMW 3310 por exemplo:

A princípio, a imagem acima apenas simplifica os inúmeros testes chatos no MS-Paint que teria que postar aqui para mostrar o jitter e a menor velocidade máxima de rastreio em DPIs altas. A realidade é que não é uma boa ideia usar mais do que 4.000 DPIs no Steelseries Rival 300, mesmo dizendo “7.000 DPIs” na sua caixa.

Mas e quanto ao Razer DeathAdder Elite e seu sensor Pixart PMW 3389?

Resumidamente, enquanto que em um Steelseries Rival 300 (7.000 DPI) o mouse vai ficar com sérios problemas se você usar 6.000 DPIs em um Monitor 4k, o Razer DeathAdder Elite não terá problema algum com este mesmo valor.

Finalmente começando, todos os testes foram realizados utilizando um mousepad RISE M4A1, o qual possui estampas e tem um nível de qualidade similar ao Razer Goliathus Speed.

Primeiro, temos o teste de consistência de rastreio. Basicamente ele testa o que o nome diz, mostrando se por acaso há distorções no rastreio do mouse. Para realizar ele, é usado uma ferramenta chamada MouseTester.

E estes foram os resultados do Razer DeathAdder Elite no mousepad RISE M4A1 em 1000 Hz:

E está acontecendo o mesmo que visto no Logitech G203, no Cougar Revenger e em outros mouses recentes. As contagens parecem estar estranhas, mas isto acontece pelo fato do sensor estar enviando dados para o computador o mais rápido o possível, sem tentar “maquiar” estes dados para deixar eles “bonitinhos” no gráfico, tal como faziam alguns sensores mais antigos.

Se diminuirmos a taxa de atualização para 500 Hz e assim dermos tempo para o sensor “filtrar” estes dados, teremos um gráfico diferente:

Então isso quer dizer que o Razer DeathAdder Elite é ruim em 1000 Hz e bom em 500 Hz?

NÃO! De forma alguma! Isto quer dizer que o Razer DeathAdder Elite em 1000 Hz entrega dados brutos e precisos, sem tentar “maquiar” estes dados, tal como fazem, por exemplo, o Philips Twin Eye PLN 2034 no Razer Naga 2014. O Razer DeathAdder Elite apresenta bons resultados em ambas as taxas de atualização.

Já o próximo teste é o teste de aceleração. O ideal é que se o mouse for movido rapidamente 10 cm para a direita, ele tenha o mesmo resultado que teria se fosse deslocado lentamente a mesma distância. 

Caso o mouse for mais longe do que o necessário no movimento rápido, é dito que o mesmo tem aceleração positiva. Caso a distância que ele percorreu seja menor no movimento rápido, ele tem aceleração negativa.

E se o mouse parou no mesmo lugar que antes, ele não tem aceleração nenhuma, o que caracteriza um resultado perfeito.

Sendo que este foi o resultado do Razer DeathAdder Elite usando o mousepad RISE M4A1, em 1000 Hz:

E o resultado é simplesmente perfeito, não há aceleração alguma.

Se olharmos os resultados, o Razer DeathAdder Elite não parece muito diferente de um mouse muito mais barato como o Motospeed V20 (US$ 19), mas a verdade é que estes testes foram projetados apenas para verificar se o sensor de um mouse é “bom ou não“. Eles não são uma forma de benchmarking para comparação.

Também é verdade que os atuais sensores óticos topo de linha apresentam resultados muito similares na prática, especialmente em baixas DPIs, por isto que questões como a construção, ergonomia e preço, estão se tornando cada vez mais importantes.


Todos estes são considerados sensores topo de linha

Mas é impossível negar que o nível de precisão do Razer DeathAdder Elite é simplesmente absurdo, o tremendo desempenho em inúmeros mousepads diferentes, o LOD extremamente baixo e a maior precisão em altas DPIs do que concorrentes, garantem a nota máxima para ele neste segmento da análise.

Agora chegamos ao software. E caramba, o Razer Synapse é polêmico…

Assim como nas análises dos periféricos da Logitech, não há como introduzir cada ponto do Razer Synapse, senão isto ocuparia mais da metade da análise. Ao invés disto, vamos expor seus prós e contras:

Prós:

  • Interface bem organizada e intuitiva.
  • O sistema de efeitos de iluminação mais completo entre todos os softwares do mercado.
  • Sincronização com diversos jogos e aplicativos.
  • Sincronização entre periféricos da mesma marca.
  • Sistema extremamente completo para criação de macros.
  • Tradução em PT-BR bem feita.
  • Uma quantia absurda de funções pré-definidas para controle multimídia, atalhos do Windows, controle de sistemas de chat por voz, etc…

Contras:

  • A versão “offline” (Tournament Drivers) possui menos recursos.
  • Atualizações demoram tempo demais, instalar o Synapse e seus drivers a primeira vez leva quase meia hora.
  • Requer registro e login.
  • Possivelmente o software mais pesado do mercado, com diversos processos rodando em segundo plano.

O Razer Synapse é um software “complicado”. Ele faz todas as suas funções e muito bem, possui o que é de longe o melhor e mais intuitivo sistema para customização de efeitos de iluminação, e a Razer lança atualizações constantes para adicionar novos recursos e supostamente melhorar o desempenho de seus periféricos. Ele é um software completo e cheio de funções.

Mas isto também é um problema, a necessidade de login, de conexão com a internet (existem os drivers Tournament, mas eles precisam ser criados manualmente), as atualizações constantes e que demoram bastante, o uso de recursos do computador e eventuais bugs de certas versões do software, podem se tornar uma dor de cabeça para usuário, razão porquê algumas pessoas preferem manter distância dele.

Comparação com outros mouses

Vale a pena trocar um Razer DeathAdder 2013/Chroma pelo Elite?

Se o seu mouse está apresentando algum problema (ex: scroll), sim, senão as diferenças fora o acabamento não serão tão perceptíveis, os sensores AVAGO S3988 (DA 2013) e S3989 (DA Chroma) são sensores de respeito, e o Pixart PMW 3389 não está anos luz à sua frente.

Vale a pena pagar a diferença do DeathAdder Elite ao invés do 2013/Chroma?

Depende a diferença de preço, se for pouca, compre o DeathAdder Elite, as melhoras no acabamento e correções no interior, lhe dão uma maior durabilidade.

Já se você encontrar um de seus antecessores por um preço muito bom (ex: DeathAdder 2013 no Brasil e com garantia por R$ 200), compre ele sem peso na consciência.

Vale a pena trocar o Razer DeathAdder 3.5G pelo DeathAdder Elite?

Com certeza, o acabamento e sua precisão são muito melhores do que o antigo Razer DeathAdder 3.5G.

E quanto aos concorrentes de sua faixa de preço?

Bom, é difícil comparar mouses de diferentes marcas e dizer qual o “melhor” sem que pareça que há favorecimento para alguma marca, mas vamos lá.

Tratando sobre o mercado brasileiro, a ZOWIE é uma marca que não está valendo à pena, há concorrentes de igual qualidade ou melhores por preços bem menores. O Cougar Revenger está bem interessante na faixa dos R$ 260 e é a melhor opção para quem quer um mouse com um visual mais chamativo, mas sem deixar a qualidade de lado.

O Logitech G403 possui um excelente nível de qualidade e o melhor CxB de todos. O HyperX PulseFire é interessante por ser o mais leve, mas poderia ter um preço um pouco melhor, pois é inferior ao DA Elite, G403 e Revenger no sensor.

Steelseries é uma marca que está complicada para recomendar, não há RMA oficial no Brasil, o acabamento não é tão bom e o sensor é inferior ao DA Elite, G403 e Revenger, mas a pegada do Rival 300 é algo simplesmente fenomenal.

E o Razer DeathAdder Elite é caro, mas é um excelente mouse e pode valer a pena se encontrado por um bom valor. Ele é supostamente melhor que estes outros em sensor, mas na prática é difícil notar a diferença.

Vale a pena trocar o Motospeed V20 / V30 pelo DeathAdder Elite?

Nem queria adicionar essa questão, mas sei que vão perguntar. Gente, o Motospeed V20 e Motospeed V30 não são mouses topo de linha, possuem um acabamento bem inferior a mouses topo de linha, sensores inferiores e um software com problemas, além de não ter nenhuma garantia e a marca estar tendo problemas com defeitos ultimamente.

O que eles possuem, é um excelente nível de qualidade para seu preço, mas se uma marca vendesse o Motospeed V20 por R$ 300, receberia chumbo na análise. Sim, vale a pena trocar eles pelo DeathAdder Elite ou qualquer outro que mostrei na imagem acima.

AVALIAÇÃO:

Construção Externa

Construção Interna

Desempenho

Preço

Conclusão

O Razer DeathAdder Elite é um mouse topo de linha em termos de construção e desempenho, e não seria exagero considerar ele o melhor mouse da marca. Assim como seus antecessores, o DeathAdder Elite novamente traz consigo o melhor que o mercado possui para oferecer em termos de precisão, graças a seu sensor Pixart PMW 3389.

Mas como já é costume dos produtos da Razer, seu preço girando na faixa dos R$ 360~450 acaba se tornando seu principal ponto negativo.

Claro, é possível importar e pagar menos assim como foi o caso do nosso mouse, mas a demora, o risco de imposto e o fato de unidades importadas não terem direito à garantia podem fazer disso um mal negócio, especialmente quando há concorrentes de igual qualidade com menor custo.

Ainda assim, para velhos fãs do Razer DeathAdder, essa é realmente a melhor versão do DeathAdder até agora. Melhoras em sua construção em comparação com aos DeathAdder 2013/Chroma, assim como um novo sensor exclusivo, fazem o Razer DeathAdder Elite um dos melhores mouses do mercado.

Agradeço agora ao Arthur Pinheiro que emprestou este mouse, e espero que a Razer continue lançando mouses com este nível de qualidade e pare com a palhaçada de lançar mouses com sensores laser da Philips, tal como o Razer Mamba 5G e Razer Lancehead Wireless (a versão Lanchead Tournament usa o mesmo sensor que o DA Elite).

Sério, parem.

PRÓS

  • Boa Construção Interna

  • Excelente Construção Externa

  • Melhoras em seu acabamento em comparação com antecessores

  • Possui o que atualmente é o melhor sensor do mercado, o Pixart PMW 3389

  • Software extremamente completo e intuitivo

  • Usa o que provavelmente é o melhor cabo de nylon do mercado, altamente flexível, leve e durável

CONTRAS

  • O Razer Synapse é um dos softwares mais problemáticos do mercado.

  • Preço




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