Análise Smartphone Xiaomi Mi 6

0
10


O Xiaomi Mi 6 é um modelo topo de linha da empresa chinesa, com hardware de alta performance e um design com acabamento premium. Entre seus destaques está o preço muito competitivo, tornando esse um dos aparelhos topo de linha mais acessíveis do mercado.

Seu principal problema é a disponibilidade no Brasil. A Xiaomi não comercializa esse aparelho no mercado nacional, o que significa que os consumidores precisam importar o smartphone de sites estrangeiros. Além de uma espera gigantesca para a chegada do aparelho, o comprador fica a mercê de eventuais demoras no processo de entrada do produto no país e a possibilidade de ser taxado. Mesmo considerando eventuais taxas, o Mi 6 tem um custo próximo de 2 mil reais, abaixo de muitos dos concorrentes do segmento topo de linha disponíveis no Brasil.

Link para compra do Xiaomi Mi 6 na Gearbest

Nossos agradecimentos a Gearbest, que enviou o aparelho. Atualmente, a versão de 6GB de RAM e 64GB de ROM está em promoção por U$430 dólares e pode ser encontrada nesse link.

Desenvolvedor Xiaomi Samsung LG ASUS Apple
Distribuidor Xiaomi Samsung LG ASUS Apple
Plataformas Smartphone Android Smartphone Android Smartphone Android Smartphone Android Smartphone Apple
Site oficial Link Link Link Link Link
Preço no lançamento U$ 430,00 R$ 3.999,00 R$ 3.999,00 R$ 3.599,00 R$ 4.099,00
Preço atualizado U$ 430,00 (em 04/07/2017 ) R$ 3.500,00 (em 04/07/2017 ) R$ 2.400,00 (em 04/07/2017 ) R$ 3.000,00 (em 25/07/2016 ) R$ 3.600,00 (em 22/05/2017 )
Especificações
Sistema Operacional Android 7.0 Android 7.0 Android 7.0 Android 6.0 iOS 10
Update disponível para o sistema Não informado Não informado Não informado
Processador Qualcomm Snapdragon 835 Exynos 8895 e Snapdragon 835 (EUA) Qualcomm Snapdragon 821 Qualcomm Snapdragon 821/820 A10 Fusion
Número de núcleos 8 8 4 4 4
Clock 2.45 GHz 2,35 GHz 2.4 GHz 2.4 GHz 2.33 GHz
GPU Adreno 540 Adreno 540 Adreno 530 Adreno 530 A10
Memória RAM 6GB 4GB 4GB 6GB 3GB
Armazenamento interno 64GB, 128GB 128GB, 64GB 32GB 256GB 128GB, 256GB, 32GB
Cartão microSD Não possui Até 256GB Até 256GB Até 256GB Não possui
Portas de conexão USB Tipo-C USB Tipo-C USB Tipo-C USB Tipo-C Lightning
Bateria 3350 mAh 3.000 mAh 3.300 mAh 3000 mAh 2900 mAh
Dimensões 145,2 x 70,5 x 7,5 mm 148,9 x 68,1 x 8 mm 148,9 x 71,9 x 7,9 mm 156.4 x 77.4 x 7.5 mm 158.2 x 77.9 x 7.3 mm
Peso 168 g 155 g 163 g 172 g 188 g
Recursos
LTE Sim Sim Sim Sim Sim
Tipo de cartão SIM Nano SIM Nano SIM Nano SIM Nano SIM Nano SIM
Número de cartões SIM 2 1 1 2 1
Bluetooth 5.0 5.0 4.2 4.1 4.2
TV Digital Não Não Não Não Não
Leitor de Digital Sim Sim Sim Sim Sim
NFC Sim Sim Sim Sim Sim
Radio Não Não Sim Sim Não
GPS Sim Sim Sim Sim Sim
Extras MI UI, resistente a respingos Proteção contra água e poeira IP68 | display always-on Câmera frontal com grande angular de 125º | proteção contra água e poeria IP68 Asus ZenUI 3.0 Apple Pay, IP67, 3D Touch
Display
Tamanho 5.1 polegadas 5.8 polegadas 5.7 polegadas 5.7 polegadas 5.5 polegadas
Resolução 1080 x 1920 1440 x 2960 2880 x 1440 1080 x 1920 1080 x 1920
Tecnologia IPS Super AMOLED IPS Super AMOLED IPS
Proteção Corning Gorilla Glass 5 Corning Gorilla Glass 3 Corning Gorilla Glass 4 Revestimento resistente à impressão digital e oleosidade
Câmera
Traseira 12 12 12MP Dual 13MP 23MP 12 (wide) e 12 (tele)
Frontal 8 8MP 5MP 8MP 7
Vídeos 2160p 30 fps 2160p 30 fps 2160p 30 fps 2160p 30 fps 2160p 30 fps

 
Design e Tela
Muito bonito e compacto

O Mi 6 é um aparelho bastante compacto e bonito. Com tela de 5.1 polegadas e bordas não muito largas em torno da tela, ele é um aparelho pequeno em um meio onde muitos os topo de linha são um tanto maiores. Seu design é ergonômico devido a leve curvatura na parte traseira. No geral, seu visual é bem minimalista, com poucos elementos e linhas bastante simples, o que tornam ele bastante bonito, na minha opinião. 

A traseira usa um acabamento em vidro, que resulta em um belo visual mas traz alguns problemas clássicos desse material: ele é um pouco liso, é mais frágil e fica todo cheio de “marcas de dedos” ao longo do uso. Enquanto outros aparelhos optaram por usar bordas um pouco mais foscas, para melhorar a pegada, a Xiaomi manteve o acabamento lustroso mesmo nas laterais, o que torna sua pegada mais escorregadia. Um detalhe digno de nota: em um meio com tantos smarpthones com câmeras protuberantes, a lente do Mi 6 é integrada ao corpo do aparelho.

O botão de destrave da tela fica na parte frontal abaixo, em um leve desnível. A leitura da digital é rápida e funciona a maior parte do tempo, porém pode falhar dependendo do ângulo que você posiciona o dedo ou se estiver com a mão molhada ou suada. Logo ao lado do sensor ficam dois botões capacitivos com um desenho neutro, o que traz uma vantagem: você configura qual botão quer na esquerda e na direita.

A tela com resolução FullHD tem excelente densidade de pixels, e me agradou muito o balanço de cores e luminescência da tela. O display usa a tecnologia IPS, o que significa que ele não alcança alto grau de saturação de cores como um AMOLED é capaz. Mas, para quem quer cores mais equilibradas, a qualidade nesse modelo está excelente.

O som sai pela parte de baixo do aparelho e, como já tem ficado comum, apenas por um dos lados. O resultado é um som que pode ficar bem abafado se você tampar a caixinha de som com os dedos, ou se apoiar o celular para ver algo. A qualidade de áudio é o que vemos, em geral, nos smartphones do mercado: som apenas OK, sem muita intensidade ou definição e aumentar o volume é sinônimo de chiados e um som sem qualidade alguma.

Falando no áudio, vamos para minha grande reclamação acerca do design desse aparelho. A Xiaomi gosta de utilizar de algumas linhas que se assemelham ao do iPhone e, infelizmente, seguiu também o mesmo caminho deixando de fora o tradicional conector P2 desse dispositivo, algo que é contornado com um adaptador que ao menos já vem incluso na caixa. Outro acessório que está incluído na caixa também é uma capinha flexível, algo sempre bem-vindo, especialmente em dispositivos com traseira em vidro.

Câmera
A única hora que não é um topo de linha

Há dois momentos em que o Mi 6 não é um topo de linha. No seu preço bem abaixo do cobrado em outros modelos high-end (ufa) e, infelizmente, na câmera. Apesar de seu hardware com especificações poderosas, os resultados que obtive com o aparelho foram abaixo das minhas expectativas. No papel, temos um aparelho bem interessante para fotos: equipado com duas objetivas, uma com zoom de 2x e outra tradicional, um sensor de 12MP e estabilização óptica de 4 eixos.

 


Boa luz


Pouca luz


Flash

 

Dadas as condições adequadas de luz, o Mi 6 é capaz de fazer excelentes fotos, com bons contrastes, cores e captura de detalhes. Porém, mesmo em condições um pouquinho mais adversas, ele já começa a exagerar no tempo de exposição e também a granular excessivamente. Quando digo condições adversas, não são fotos noturnas. Falo de uma tarde um pouco mais nublada, por exemplo. Se você tentar tirar fotos de um “serumaninho” um pouco irrequieto, é isso que você vai conseguir:

Apesar dos múltiplos modos presentes no software da câmera, a Xiaomi repete o erro de outras fabricantes e esqueceu de incluir um “modo esporte” ou alguma configuração para situações em que você tem muito movimento. O software conta com a estabilização óptica para fazer uma longa exposição nas cenas com menos luz, e o resultado são muitas fotos com objetos borrados e eventualmente uma foto toda fora do foco se você for displicente na hora de manter o smartphone firme, por conta do aparelho insistir em usar exposição de 1/40 com muita frequência. Tem como contornar essa característica porém é preciso usar o modo manual de fotos e reduzir esse tempo de exposição, naturalmente compensando com um ISO mais alto e, consequentemente, resultando em fotos mais granuladas. A propósito, o smarpthone possui um modo manual, o que é sempre bem-vindo para usuários mais experientes em fotografia.

Esses resultados não significam que as fotos do Mi 6 são ruins. Ele entrega imagens que o situa no segmento intermediário premium, entregando fotos próximas ao que um Galaxy A5 ou Moto Z2 Play é capaz de fazer, talvez até um pouco abaixo deles. “Comparando figurinhas”, tenho impressão que até o Mi 5s trouxe resultados mais interessantes.

Seguindo uma tendência entre os aparelhos com duas câmeras, o Mi 6 também possui um modo Bokeh, desfocando o fundo para deixar uma pessoa da cena em evidência. Diferente do que vi no Zenfone 3 Zoom, por exemplo, aqui ele funcionou bem:

Um detalhe: por padrão a câmera coloca esse “Shot on mi 6 Mi Dual Camera”. No início achei que se tratava de apenas um overlay na interface do app, e só depois fui ver que muitas das minhas fotos ficaram com isso em definitivo. angry

Performance e Autonomia
Desempenho imbatível e bateria suficiente

O que acontece quando você combina um processador poderoso (Qualcom Snapdragon 835) com uma quantidade abundante de RAM (6GB)? Gráficos como esse aqui:

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Multi-core

[ Geekbench 4 | Xiaomi Mi 6 ] Hardwares Comparados: 5



CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Modo padrão

OBS.:

  • Quanto maior, melhor
  • Resultados em pontos
  • Pontuação definida pelo aplicativo

[ Antutu Benchmark v6.0 | Xiaomi Mi 6 ] Hardwares Comparados: 5


O Mi 6 é um monstro em performance, disputando “no detalhe” o topo do gráfico junto com o Galaxy S8. Quando trazemos a disputa para o 3DMark, onde o chip gráfico é uma parte crucial, vemos o Mi 6 abrir uma vantagem expressiva para todos os demais modelos:

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Ice Storm Unlimited

OBS.:

  • Resultados em pontos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MAIOR, melhor

[ 3DMark | Xiaomi Mi 6 ] Hardwares Comparados: 5


Na prática a experiência é condizente com o desempenho surpreendente nos benchmarks. Assim como nos testes sintéticos, o Mi 6 é extremamente rápido no cotidiano, abrindo aplicações de forma instantânea, alternando entre aplicativos de forma imediata e sem apresentar lentidões ou qualquer limitação de performance durante nossos testes. É um aparelho que atinge um nível performance que sequer será usado por muitos dos consumidores, exceto se eventualmente você decidir jogar Call of Duty Modern Warfare nele via emulador.

O Mi 6 é um monstro em performance

Trazendo a discussão para a autonomia, infelizmente não é mais no segmento topo de linha que temos as melhores durações de bateria, e o Mi 6 não é exceção. Com um hardware muito potente e um tamanho compacto demais para receber uma bateria de grande porte, nossa experiência com o dispositivo foi boa. Apesar de se sobressair comparado a outros topo de linha, coloquei o Moto Z Play na disputa para dar uma noção da vantagem que os intermediários premium vem trazendo nesse aspecto.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Bateria

OBS.:

  • Duração de bateria realizando ciclos de atividades
  • Autonomia estimada em minutos

[ PCMark for Android | Xiaomi Mi 6 ] Hardwares Comparados: 6


É um dispositivo que chega ao final do dia com uns 20% de bateria restante, mas que pode chegar muito próximo de descarregar próximo da madrugada. Com uso muito intenso, seu hardware será impiedoso e você pode descarregá-lo no meio da tarde, porém na maioria dos casos vai conseguir um dia de autonomia com um pouco de margem.

Extras
O Android da Xiaomi

A Xiaomi está no grupo das fabricantes asiáticas que fazem alterações extremas no Android. A empresa “empresta” muito da filosofia da Apple no desenvolvimento de seu hardware e software, e por conta disso temos um sistema da Google com uma nova interface por cima, a MIUI, que remete muito a algumas interações do sistema da marca da Maçã.

A Xiaomi modifica bastante o sistema Android, criando uma “versão própria” do sistema

A MIUI modifica menus e botões do Android, retirando alguns elementos básicos da interação como a gaveta de aplicativos, que é substituída pela mesma filosofia de “todos os apps estão nas suas telas iniciais” do iOS. O menu de configurações também segue o formato “listão com ícones” usados em iPhones. Em outros momentos, as interações são mais próximo ao que vemos em outros Androids, como a barra de status da parte superior mostrar notificações e também botões com atalhos para habilitar ou desabilitar sensores e funções do aparelho. 

Apesar de algumas coisas me desagradarem, como por exemplo o tamanho minúsculo dos ícones na estreita barra de notificações e seu estranho formato quadrado, mas não foi necessário muito tempo para se adaptar a MIUI, que é bem funcional. Fica impossível dizer se ela apresenta algum problema de performance já que contamos com um hardware tão potente que qualquer falha de otimização passa despercebida graças a agilidade desse modelo. Apesar das alterações, o sistema é totalmente funcional e tem suporte a qualquer app do ecossistema Android.

A Xiaomi modifica muito da interface do Android

Mas a MIUI não é apenas modificações estéticas. O “Android da Xiaomi” também conta com algumas funcionalidades bem interessantes como um app para baixar e instalar novos temas, o que facilita customizar seu aparelho com um novo visual, uma função que possibilitar ter “dois aparelhos em um”, podendo alternar entre eles com apps e configurações totalmente diferentes e um modo de “clonagem de apps”, que viabilizar ter duas instâncias abertas ao mesmo tempo de um mesmo app. Assim dá para ter dois Facebooks ou dois Whatsapps totalmente independentes no seu aparelho, por exemplo. 

A MIUI traz algumas funcionalidades adicionais bem úteis

Outra função bem interessante é a calculadora. Sei que esse app não costuma arrancar emoções da maioria dos usuários, porém a calculadora da MIUI é muito completa, sendo capaz de converter unidades de medidas diversas, dar estimativas de câmbio entre moedas, calcular juros da hipoteca e.. bom, fazer contas. Outros apps também ganham pequenas melhorias positivas, como o app de galeria que conta com um bom software básico de edição de imagens, capaz de aumentar constraste, ajustar brilho e cores, por exemplo.

Entre os extras desse aparelho um dos mais legais é a presença de um sensor de infravermelho na parte superior. Através do app da Xiaomi que já vem embarcado no dispositivo é possível usar o smarthpone para controlar vários eletrônicos, desde TVs, câmeras e aparelhos de ar-condicionado de diversas marcas.

AVALIAÇÃO:

Tela

Performance

Camera

Autonomia

Preço

Design

Conclusão

Muita coisa me agradou no Mi 6. Ele une um hardware muito poderoso com um design compacto, algo que se tornou raro no mercado. Como acontece também em outros aparelhos da marca, a relação entre custo e performance desse smartphone da Xiaomi é imbatível, com desempenho acima de concorrentes que custam muito mais que ele.

Mesmo sendo compacto e poderoso, ele não se sai mal na autonomia, graças a grande quantidade de bateria presente nele. 3350 mAh não é ruim considerando o pequeno porte do aparelho.

A MIUI é uma interface que modifica muito o Android e tem potencial de desagradar alguns consumidores, como é o meu caso, por alterar alguns elementos básicos da interação com o Android e por suas opções estéticas, porém não inviabilizam o aparelho. Para quem já vem de um aparelho Xiaomi, por conta da sua familiaridade com o sistema, acaba tornando isso em um ponto positivo, e não negativo. 

Minha maior decepção é com a câmera. Mesmo trazendo um preço consideravelmente abaixo dos rivais, a Xiaomi coloca esse aparelho como um concorrente do segmento topo de linha de smarpthones, onde esperamos belos designs, excelentes performances e ótimas câmeras, e é só no último aspecto que vejo uma clara desvantagem comparado aos modelos de outras empresas. Sua câmera não faz frente a modelos como o Galaxy S8, iPhone 7 ou LG G6, entregando uma experiência mais próxima do que vemos segmento intermediário premium. Não é ruim, mas também não é suficiente para disputar um espaço entre as melhores câmeras disponíveis.

O Mi 6 é a escolha ideal para quem quer um smartphone poderoso e não faz questão da melhor câmera

Apesar dessa decepção com a câmera, ela entrega uma qualidade suficiente, e combinado com o hardware poderoso e boa tela, resultam em uma ótima opção para o consumidor que quer um smarpthone high-end com altíssima performance e com um custo competitivo, mesmo não possuindo a melhor câmera do mercado. Se você prefere um modelo com uma câmera mais convincente, o LG G6 já começa a se aproximar dos R$ 2.5 mil, e é o topo de linha mais próximo do valor que saiu um Xiaomi Mi 6 (caso você seja taxado na importação). Se o foco é câmera em um bom topo de linha, também não descartaria uma olhadinha em modelos topo de linha da geração passada, como Galaxy S7 edge ou o LG G5.

PRÓS

  • Hardware poderosíssimo

  • Design compacto

  • Boa tela

  • Funções adicionais da MIUI

  • Infravermelho para uso como controle remoto

CONTRAS

  • Android bastante alterado

  • Câmera apenas regular

  • Precisa de adaptador para o fone de ouvido

  • Não disponível no Brasil


 



Source link

Comentários