Análise Mouse HyperX Pulsefire FPS

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A HyperX é uma das empresas do ramo de periféricos que mais cresceram nos últimos anos.

Após o sucesso com seus headsets HyperX Cloud, além de se tornar uma das principais marcas de mousepads do mercado brasileiro, a HyperX decidiu aumentar seu portfólio incluindo teclados mecânicos como o HyperX Alloy FPS e o mouse desta análise, o HyperX Pulsefire FPS.

Mas o que será que este novo mouse oferece? Será que ele possui grandes diferenciais sobre seus concorrentes? Vamos ver a seguir.

Ergonomia e Construção Externa

É importante lembrar que existem formas que usuários podem manusear seus mouses, estas que chamamos de pegadas. As três principais são:

Embora este seja mais um dos mais de 8.000 mouses baseados no Microsoft Intellimouse 3.0, é visível que a HyperX copiou ideias do ZOWIE EC1-A. Apesar disso ela acrescentou outros aspectos que acabam lhe assemelhando a concorrentes, tal como um botão de DPI dedicado, emborrachamento nas laterais e botões curvados similares aos usados pelo Razer DeathAdder. Este mouse pesa 95 gramas (sem o cabo).

Assim como basicamente qualquer outro mouse baseado no Intellimouse 3.0, este é considerado um excelente mouse para a pegada Palm:

Também pode ser utilizado sem problema algum por usuários da pegada Claw:

E a pegada Fingertip também é utilizável, especialmente por quem possui mãos grandes, e acaba sendo melhor do que em concorrentes como Logitech G403 e Razer DeathAdder Elite devido ao peso reduzido, algo que também ocorre no ZOWIE EC1-A.

Como já se tornou tendência do mercado, o HyperX Pulsefire FPS não utiliza um acabamento emborrachado, optando por um plástico polido, o qual deve apresentar menor desgaste do que mouses emborrachados apresentam. Porém, o HyperX Pulsefire FPS possui uma espécie de acabamento brilhoso no seu topo (um tipo de verniz?), similar ao acabamento utilizado pela ZOWIE, o qual tende a manchar com facilidade, embora seja fácil de limpar.

Algo que o separa de vários concorrentes, são os seus botões laterais:

Os botões estão posicionados um pouco para cima, são menores e requerem um pouco mais de força do que seus concorrentes, prevenindo que sejam pressionados acidentalmente. Embora isto seja algo pessoal, uma das coisas que mais gosto de mouses como o Logitech G403 e toda a linha Razer DeathAdder, é a excelente resposta e o quão fácil é apertar estes botões laterais. E para quem gosta disso, o HyperX Pulsefire FPS pode não ser adequado.

Já para quem não gosta do Logitech G403 e Razer DeathAdders justamente por pressionar os botões laterais acidentalmente, o Pulsefire é o seu mouse.

Agora, algo que realmente não ficou legal foram estes grips laterais:

Eles não cumprem sua função como os grips do Razer DeathAdder 2013/Chroma/Elite ou Steelseries Rival 300 fazem, não dão quase nenhuma aderência adicional. Isso faz com que eles acabem sendo apenas um ponto adicional para desgaste do mouse no futuro, se tornando desnecessários.

Falando agora sobre o cabo do mouse, ele está OK. Nada excepcional como o Razer DeathaAdder Elite, mas longe de ser um cabo inflexível e pesado, como é o caso de alguns cabos de nylon da Logitech e dos mouses da Motospeed.

No verso do mouse, mais similaridades à ZOWIE, também tendo pés de deslize extremamente grandes, os quais proporcionam um excelente deslize para o mouse independente a superfície onde é colocado:

O HyperX Pulsefire FPS me lembra muito o acabamento do ZOWIE EC1-A, o que é seu objetivo. Um peso menor do que vários concorrentes de tamanho similar, um excelente deslize e plástico de alta qualidade, embora as borrachas laterais deveriam ser repensadas (ou removidas). Seu acabamento é ótimo, o que é um excelente resultado para a primeira tentativa da marca em fazer um mouse, mas não é excepcional.

Construção Interna

Construção Interna é a principal responsável pela durabilidade de um mouse. Se forem utilizados componentes de alta qualidade, as chances de ocorrerem problemas com o tempo serão baixas. Se o mouse utilizar componentes de baixa qualidade, conectores internos e/ou soldas mal feitas, ele pode acabar sendo uma bomba relógio.

A construção do HyperX Pulsefire FPS é bem feita. Embora não seja possível identificar a fabricante do botão do meio, acredito que a HyperX não usaria uma marca de fundo de quintal para este componente, pois todos os outros são bons.

É um nível de construção interna que se espera de um mouse de alta qualidade, embora também não seja um mouse que se destaque internamente, tal como os mouses da ASUS ROG e Ducky fazem.

Desempenho

O HyperX Pulsefire FPS é um mouse que utiliza o sensor Pixart PMW 3310, que foi lançado em 2013 e atualmente é considerado um sensor bastante maduro, além de estar com um preço menor do que seus irmãos Pixart 3988, 3330, 3336 ou 3360.

Assim como a ZOWIE também faz, mesmo o Pixart PMW 3310 tendo a capacidade de alcançar até 5.000 DPIs nativamente, ele foi limitado para 400, 800, 1600 ou 3200 DPIs no Pulsefire FPS, que são justamente os valores de DPIs mais populares entre jogadores e também valores nos quais o sensor possui um excelente desempenho. Não é possível configurar DPIs adicionais.

Vamos começar então, primeiro temos o teste de consistência de rastreio. Basicamente ele testa o que o nome diz, mostrando se por acaso há distorções no rastreio do mouse. Para realizar ele, é usado uma ferramenta chamada MouseTester.

E estes foram os resultados do HyperX Pulsefire FPS no mousepad RISE M4A1 em 1000 Hz, a única taxa de atualização disponível.

Um resultado perfeito, algumas contagens aparecem fora da média, mas é assim mesmo que sensores atuais operam em 1000 Hz. Um resultado “ruim” mesmo, seria algo assim.

Já o próximo teste é o teste de aceleração. O ideal é que se o mouse for movido rapidamente 10 cm para a direita, ele tenha o mesmo resultado que teria se fosse deslocado lentamente a mesma distância. 

Caso o mouse for mais longe do que o necessário no movimento rápido, é dito que o mesmo tem aceleração positiva. Caso a distância que ele percorreu seja menor no movimento rápido, ele tem aceleração negativa.

E se o mouse parou no mesmo lugar que antes, ele não tem aceleração nenhuma, o que caracteriza um resultado perfeito.

Sendo que este foi o resultado do HyperX Pulsefire FPS usando o mousepad RISE M4A1, em 1000 Hz:

E o resultado é simplesmente perfeito, não há aceleração alguma.

O HyperX Pulsefire FPS não possui nenhuma configuração além da troca de DPI. Nenhuma combinação de botões para trocar a taxa de atualização tal como fazem os mouses da Ducky e ZOWIE. Além de não possuir software, a única “escolha de cores” que há está relacionada à DPI, trocando a cor do botão de DPI:

Ele é realmente fixo em 1000 Hz, o que pode ser prejudicial para jogadores que já estão acostumados com 125 Hz há décadas, incluindo diversos jogadores profissionais (bola fora para um mouse que se diz focado em “e-Sports”), além de jogos que apresentam problemas quando utilizados em conjunto com um mouse em 1000 Hz (ex: Crossfire).

Para alguns, esta simplicidade pode ser um ponto positivo do mouse, para outros pode ser seu principal ponto negativo.

Mousepad HyperX Fury S

A HyperX encaminhou junto ao mouse, uma unidade do mousepad HyperX Fury S, no tamanho “900x420mm”, projetada para acomodar um mouse e um teclado ao mesmo tempo. A princípio, não gosto de fazer tópicos inteiros apenas para analisar um simples mousepad, então vou incluir minhas impressões aqui, lembrando que estas não afetam a nota do HyperX Pulsefire FPS.

O HyperX Fury S é um mousepad de excelente qualidade, ele possui uma superfície mais densa do que mousepads de pano do tipo Speed costumam ter, além de possuir uma ótima espessura de 4mm, o que proporciona um excelente conforto.

Infelizmente ainda não há informações sobre o preço deste mousepad, mas o seu antecessor está na faixa dos R$ 140…então ele não deve custar muito acima disso. Este, é um mousepad bordado, com bordas bastante confortáveis e sem costuras que possam danificar cabos de mouses, como pode ocorrer em alguns mousepads extended de R$ 20 da China.

Também há um excelente sistema de pés proporcionando atrito embaixo do mesmo, bem diferente do que vejo em outros mousepads.

Ele me lembra muito o ASUS Strix Glide Speed, que foi um dos melhores mousepads Speed que havia testado até agora. Para quem quer um bom mousepad extended do tipo Speed, ele pode ser uma boa escolha, só não espere que o HyperX Pulsefire FPS tenha melhor desempenho nele do que mousepads de outras marcas, não é assim que funciona.

AVALIAÇÃO:

Construção Externa

Construção Interna

Desempenho

Preço

Conclusão

O HyperX Pulsefire FPS é um ótimo mouse e é uma surpresa que o primeiro mouse da marca consiga ter alcançado este nível de qualidade.

Embora a construção das borrachas laterais precise ser melhorada, a qualidade da construção externa e interna é caprichada, assim como o sensor Pixart PMW 3310 está muito bem implementado.

Sua pegada baseada no Microsoft Intellimouse 3.0 é algo que agrada a muitos, e o seu peso reduzido de 95 gramas é excelente para quem possui preferência por mouses mais leves do que alguns concorrentes.

Mas a sua falta de recursos e configurações pode ser considerado um ponto forte e fraco ao mesmo tempo, pois ao mesmo que simplifique a utilização do mouse, também limita ela.

O HyperX Pulsefire FPS é uma melhor escolha do que o superfaturado ZOWIE EC1-A no qual ele se baseia, mas é contra concorrentes como o Logitech G403 e Razer DeathAdder Elite que ele acaba tendo desvantagem.

Ele é tecnicamente inferior a ambos, além de possuir menos recursos, não sendo capaz de justificar a faixa de preço de R$ 350 na qual ele está atualmente situado. Gostaria que neste aspecto a HyperX não tivesse copiado a ZOWIE, pois com um pouco de esforço este mouse poderia custar R$ 250 ou menos. O PMW 3310 já deixou de ser um sensor caro e há mouses de R$ 180 com o mesmo sensor e componentes similares ao HyperX Pulsefire FPS.

Mas pode ser que no futuro esta questão de preços esteja melhor, pois o headset HyperX Cloud Revolver ganhou preços melhores quando mais de uma loja começou vender ele. Talvez o mesmo ocorra com o HyperX Pulsefire FPS e com outros produtos da marca, e quem realmente mereça a minha crítica não seja o mouse, e sim a única loja vendendo ele oficialmente no Brasil e as políticas de exclusividade da HyperX.

PRÓS

  • Boa Construção Interna

  • Extremamente leve para seu tamanho

  • Ótima Construção Externa

  • Simples e fácil de usar, apenas plug-and-play

CONTRAS

  • Falta de recursos adicionais, apenas quatro DPIs pré-definidas e polling rate fixo em 1000 Hz, pode afastar potenciais compradores

  • Preço




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